domingo, 22 de março de 2009

Músicas: Dia Mundial da Água

As músicas abaixo serão trabalhadas nas turmas e, em breve, postarei a Atividade Dirigida.
Muitos já conhecem de outros anos ou de ouvir na mídia, mas a atenção deve ser sobre o Planeta Água (Guilherme Arantes) e Sobradinho (Sá e Guarabira), pois volta e meia caem em concursos.

A música Filhos da Terra consta no CD do Coral da LBV. Como eu ganhei, não sei se este se encontra à venda. Eu não consegui nenhum vídeo dele, mas - em geral - os alunos adoram esta música. Sua letra é simples, mas a melodia é super agradável.

Acrescentei mais duas músicas, Asa Branca e Águas de Março. A primeira fala da seca no sertão nordestino, enquanto a última fala das chuvas do verão, águas de março que encerram a referida estação do ano, no fim do mês, dando início ao outono.

A riqueza da letra das respectivas músicas abre um leque de tópicos a serem trabalhados.

PLANETA ÁGUA

Guilherme Arantes


Água que nasce na fonte serena do mundo
E que abre o profundo grotão
Água que faz inocente riacho e deságua
Na corrente do ribeirão
Águas escuras dos rios
Que levam a fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias
E matam a sede da população

Águas que caem das pedras
No véu das cascatas ronco de trovão
E depois dormem tranqüilas
No leito dos lagos, no leito dos lagos

Água dos igarapés, onde Iara mãe d’água
É misteriosa canção
Água que o Sol evapora
Pro céu vai embora
Virar nuvens de algodão
Gotas de água da chuva
Alegre arco - íris sobre a plantação
Gotas de água da chuva
Tão tristes são lágrimas na inundação

Águas que movem moinhos
São as mesmas águas
Que encharcam o chão
E sempre voltam humildes
Pro fundo da terra

Terra, Planeta Água ...
Terra, Planeta Água
Terra, Planeta Água.



SOBRADINHO
Sá e Guarabira

O homem chega e já desfaz a natureza
Tira gente põe represa, diz que tudo vai mudar

O São Francisco lá prá cima da Bahia
Diz que dia menos dia,vai subir bem devagar

E passo a passo vai cumprindo a profecia
Do beato que dizia que o sertão ia alagar

O sertão vai virar mar...
Dá no coração
O medo que algum dia
o mar também vire sertão

Vai virar mar,
Dá no coração
O medo que algum dia
O mar também vire sertão

Adeus Remanso, Casa - Nova, Santo-Sé
Adeus Pilão Arcado, vem o rio te engolir

Debaixo d'água lá se vai a vida inteira
Por cima da cachoeira o Gaiola vai subir

Vai ter barragem no salto do Sobradinho
E o povo vai se embora com medo de se afogar

O sertão vai virar mar...
Dá no coração
O medo que algum dia
O mar também vire sertão

Vai virar mar,
Dá no coração
O medo que algum dia
O mar também vire sertão

Remanso,Casa-Nova,Santo-sé,Pilão Arcado
Sobradinho
Adeus, adeus!






FILHOS DA TERRA

Michael Sullivan e Paulo Massadas


Somos nós
Do Planeta Azul
Onde a vida pede prá nascer sem parar

Somos nós
Do Planeta Azul
E podemos juntos tanta coisa mudar

Nosso mundo é de tanta beleza
Paraíso que Deus fez com as mãos
Fez o homem e a natureza
Um não vive sem o outro não

Vamos mudar,
Mãe Natureza.
E procurar aprender a lição.

Vamos mudar,
Mãe Natureza,
Seu filho, o homem, te pede perdão.

ASA BRANCA

Luiz Gonzaga


Quando olhei a terra ardendo

Qual fogueira de São João

Eu perguntei a Deus do céu, ai

Por que tamanha judiação

Que braseiro, que fornalha

Nem um pé de plantação

Por falta d'água perdi meu gado

Morreu de sede meu alazão

Até mesmo a asa branca

Bateu asas do sertão

Então eu disse adeus Rosinha

Guarda contigo meu coração

Quando o verde dos teus olhos

Se espalhar na plantação

Eu te asseguro não chores não, viu

Que eu voltarei, viu

Meu coração

Hoje longe muitas léguas

Numa triste solidão

Espero a chuva cair de novo

Para eu voltar pro meu sertão



ÁGUAS DE MARÇO
Tom Jobim

É pau, é pedra, é o fim do caminho

É um resto de toco, é um pouco sozinho

É um caco de vidro, é a vida, é o sol

É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol


É peroba no campo, é o nó da madeira

Caingá candeia, é o matita-pereira


É madeira de vento, tombo da ribanceira

É o mistério profundo, é o queira ou não queira


É o vento ventando, é o fim da ladeira

É a viga, é o vão, festa da cumeeira


É a chuva chovendo, é conversa ribeira

Das águas de março, é o fim da canseira


É o pé, é o chão, é a marcha estradeira

Passarinho na mão, pedra de atiradeira


Uma ave no céu, uma ave no chão

É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão


É o fundo do poço, é o fim do caminho

No rosto desgosto, é um pouco sozinho

É um estepe, é um prego, é uma conta, é um conto

É um pingo pingando, é uma conta, é um ponto


É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando

É a luz da manhã, é o tijolo chegando


É a lenha, é o dia, é o fim da picada

É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada


É o projeto da casa, é o corpo na cama

É o carro enguiçado, é a lama, é a lama


É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã

É um resto de mato na luz da manhã

São as águas de março fechando o verão

É a promessa de vida no teu coração


É uma cobra, é um pau, é João, é José

É um espinho na mão, é um corte no pé

São as águas de março fechando o verão

É a promessa de vida no teu coração


É pau, é pedra, é o fim do caminho

É um resto de toco, é um pouco sozinho

É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã

É um belo horizonte, é uma febre terçã


São as águas de março fechando o verão

É a promessa de vida no teu coração

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