domingo, 29 de novembro de 2009

29 de novembro: Eleições em Honduras, legítimas ou ilegítimas?


Honduras - Imagem capturada na Internet



Hoje, os olhos do mundo e dos hondurenhos estarão voltados para o pleito eleitoral.

Sob um forte esquema de segurança, com a contratação de 5.000 reservistas do Exército e com mais 300 observadores internacionais, neste domingo, ocorrem as eleições gerais para a Presidência de Honduras, além para as vagas de deputados, prefeitos e vereadores.

Todos estes cuidados e medidas são para garantir a autenticidade das eleições, sem que haja riscos de fraudes ou qualquer outro que impeça a segurança do pleito, já que elas vão ocorrer no meio de uma crise político-institucional por qual perpassa o país.

E mais atentos ainda e sob forte pressão estarão os olhos e o coração de Manuel Zelaya, presidente deposto após o golpe de Estado em 28 de junho do ano em curso e que, desde o dia 21 de setembro, se encontra abrigado na Embaixada do Brasil, em Tegucigalpa, capital do país.

Mesmo sendo repudiado internamente e por outros países da região, o calendário das eleições foi mantido, sem que ocorresse a restituição do presidente constitucional do país, Manuel Zelaya.

O clima de tensão e de insegurança aumentou após várias denúncias de repressão aos partidários de Zelaya, inclusive, com detenção de dirigentes da Frente Nacional de Resistência contra o Golpe de Estado; de buscas e apreensão de materiais nas Organizações e casas de seus membros, entre outros casos.

De acordo com as forças policiais, as buscas ocorreram em razão de que qualquer tipo de material em oposição às eleições gerais do país pode comprometer o processo eleitoral, assim como possíveis artefatos e armas encontrados possam ser utilizados em atentados.

Em meio a este clima de insegurança e temor, cinco candidatos estarão concorrendo ao pleito eleitoral: Porfírio Lobo (Partido Nacional/PN), Elvin Santos (Partido Liberal/PL), Felícito Ávila (Partido Democrata Cristão de Honduras/PDCH), César Ham (Partido Unificação Democrática/UD) e Bernard Martínez (Partido Inovação e Unidade-Social Democrata/PINU-SD). Todos esperam que o processo eleitoral transcorra normalmente, colocando um ponto final na crise política por qual perpassa Honduras desde o dia do Golpe Militar, em junho passado.

O dois candidatos mais fortes são Porfírio Lobo (Partido Nacional) e Elvin Santos (Partido Liberal), mas, de acordo com o que se tem publicado nas mídias, o candidato que aparece como favorito é o Porfírio Lobo, o qual – inclusive – perdeu as eleições de 2005 para o presidente deposto Manuel Zelaya. Este se dispõe a dialogar com Zelaya após os resultados do sufrágio.

Contrariamente, o outro candidato, Elvin Santos, que foi vice-presidente de Manuel Zelaya, não demonstra qualquer interesse em manter diálogo com o mesmo.

Manuel Zelaya tem mantido o seu pedido à população hondurenha, mais especificamente aos 4,6 milhões de eleitores, para que eles boicotem a eleição. Além disso, o clima de insegurança paira sob os riscos, também, da comunidade internacional não reconhecer o resultado do pleito eleitoral.

Vamos aguardar as próximas notícias...

Fontes:

. Folha OnLine

. G1.Globo.Com

. TVi24


Inventário das Fazendas do Vale do Paraíba Fluminense

Fazenda São Luiz - Valença (RJ) - Instituto Cidade Vida

Os alunos do 7° Ano viram - nos Módulos de Geografia - a importância do café e suas repercussões econômicas e sociais, sobretudo, no que tange à mudança de mão de obra, após a abolição da escravatura, com a política de imigração (mão de obra assalariada/imigrantes europeus) e o acúmulo de capitais, que influenciou diretamente aos processos de industrialização e de urbanização do país, principalmente na região Sudeste.
 
Introduzido por Francisco de Melo Palheta, no século XVIII, as primeiras sementes de café foram contrabandeadas da Guiana Francesa, sendo levadas - inicialmente - ao estado do Pará e, depois, para o Vale do Paraíba Fluminense, região que abrange terras no eixo Rio de Janeiro-São Paulo, onde se tornou o principal produto de exportação do país, de 1800 a 1930 (Ciclo do Café).

Feitor observando a colheita, 1885, Coleção Particular de Christiano Júnior
Fazenda Monte Café, Sapucaia (RJ), 1885 - Coleção Gilberto Ferrez


Fazenda Cachoeira Grande, Rio das Flores - Coleção Gilberto Ferrez
 

Partida de escravos para colheita, 1885 - Coleção Gilberto Ferrez
 

Partida para colheita_1885_Coleção Gilberto Ferrez.jpg

Colheita, 1885 - Coleção Gilberto Ferrez


Colheita de Café - Coleção Gilberto Ferrez


Seu cultivo se espalhou do Vale do Paraíba (Rio de Janeiro e São Paulo), Sul de Minas e Espírito Santo. Depois, atingiu Campinas (Oeste de São Paulo) e deste para Ribeirão Preto e Araraquara. Posteriormente, o cultivo se deslocou para outras regiões, como o Norte do Paraná e o Mato Grosso.
 
Hoje, as principais áreas de cultivo se localizam nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Espírito Santo e Bahia.
 
A partir de 1816, a exportação do café começou a crescer e, na década de 1830 a 1840, o produto liderava, representando mais de 40% do total das exportações do país. Com isso, já em 1840, o Brasil tornou-se o maior produtor mundial de café.
 
As exportações continuaram a crescer, passando a representar 56% do total de exportações, na década de 1870 a 1880, aumentando progressivamente até 1930. No final do séc. XIX, este representava 65% do valor das exportações do país e, na década de 1920, chegou a representar 70%.
 
Contudo, após a queda da Bolsa de Nova York (1929), o preço internacional do café caiu, afetando a sua produção e exportação.
 
Com a decadência do café, a pecuária leiteira foi introduzida e passou a se destacar na região, levando o Vale do Paraíba a se transformar no segundo maior pólo produtor de leite do Brasil.
 
Hoje, o Brasil ainda lidera a exportação deste produto, como o maior produtor mundial de café, responsável por 30% do mercado internacional. Ocupa a segunda posição no ranking dos maiores consumidores, perdendo apenas para os EUA.
 
Em razão da sua importância histórica e sócio-econômica no país, sobretudo, no Vale do Paraíba, cujo cultivo foi capaz de modificar a paisagem, a estrutura social e, ainda, conceder poder político e prestígio à referida região, gostaria de compartilhar, neste espaço, do Inventário das Fazendas de Café do Vale do Paraíba Fluminense.
 
Este Inventário, ainda inconcluso, é resultado do trabalho e da parceria firmada entre o Instituto Cidade Viva com o Instituto Light e sob a coordenação técnica do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural.
 
Além de belas imagens quanto à arquitetura rural da época e do reconhecimento da importância do café no contexto histórico e sócio-econômico da região em questão, o Inventário das Fazendas de Café do Vale do Paraíba Fluminense disponibilizam o material produzido de cada fazenda cadastrada (download), bem como textos, Manual de Conservação Preventiva e outros.
 
Vale a pena conferir! Acesse AQUI!
 
Fontes:
 
 
 
 
. Material pessoal dos Módulos de Geografia (7° Ano)
 
 
Imagens capturadas do Inventário das Fazendas do
Vale do Paraíba Fluminense
Fazenda Boa Vista, Paraíba do Sul



Fazenda Cantagalo, Valença
 

Fazenda da Prosperidade, Barra do Piraí

Fazenda do Secretário, Vassouras


Fazenda do Sossego, Paraíba do Sul



Fazenda Mulungu Vermelho (Antiga São Francisco), Vassouras

Fazenda Pau Grande - Paty de Alferes



Fazenda S Pedro do Rochedo, Valença


Fazenda Três Saltos, Pinheiral

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Advogada iraniana e vencedora do Prêmio Nobel da Paz (2003) teve seus prêmios (medalha e diploma) confiscados pelo governo

Shirin Ebadi - Vencedora do Prêmio Nobel da Paz - 2003



Não só no Irã, evidente, a mulher sofre discriminação, mas a temática se voltou sobre este país em razão da visita recente do presidente do Irã ao Brasil.

Depois de comentar sobre a situação da mulher no referido país, principalmente, após à chamada Revolução islâmica (1979), chegou ao meu conhecimento a notícia acerca do confisco do Prêmio Nobel da Paz de 2003 concedido à advogada Shirin Ebadi. Absurdo, não!?

Vejamos, a notícia na íntegra...


Noruega denuncia confisco, pelo Irã, do Prêmio Nobel da Paz dado a Shirin Ebadi

As autoridades iranianas confiscaram o Prêmio Nobel da Paz concedido, em 2003, à advogada Shirin Ebadi, denunciou nesta quinta-feira o governo da Noruega, acrescentando que convocou o representante iraniano, em Oslo, para transmitir-lhe seu protesto.

"Estamos indignados e nos distanciamos de semelhantes ações", declarou o ministro norueguês de Relações Exteriores, Jonas Gahr Stoere, em comunicado.

A medalha e o diploma Nobel de Shirin Ebadi, assim como outros objetos pessoais, foram retirados de um cofre bancário.

Vários colaboradores de Shirin Ebadi, assim como seu marido, foram detidos e às vezes sofreram maus-tratos nos últimos meses no Irã.

O Nobel da Paz havia sido dado à advogada iraniana "por seus esforços em favor da democracia e dos direitos humanos" na República Islâmica.

O Comitê do Nobel também vai protestar contra o confisco.

"Nunca uma pessoa premiada foi tratada dessa maneira. Mesmo opositores políticos como (o russo Andrei) Sakharov ou (o polonês Lech) Walesa foram mais bem recebidos em seus países", disse Geir Lundestad, secretário do Comitê, evocando o Prêmio Nobel da Paz concedido durante a Guerra Fria.

Fonte: Último Segundo

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Violência e Opressão contra as mulheres no Irã

Neda Agha Soltan -Imagem capturada na Internet


Reportando à data de ontem, Dia Internacional pela Erradicação da Violência Contra a Mulher mais a recente e rápida visita do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, no país, a mulher iraniana sofre forte opressão por parte do governo.

Desde a revolução islâmica de 1979, que derrubou o xá Mohammad Reza Pahlevi (monarquia autocrática) e instarou uma república islâmica (teocracia islâmica) no país, sob o comando do aiatolá Ruhollah Khomeini, muitos costumes ocidentais foram proibidos, tais como: proibição do uso de minissaia, de maquiagem pelas mulheres; música, baile, jogos, cinemas etc. Foi imposto o uso do xador às mulheres, vestimenta disforme que esconde o contorno do corpo feminino.

Os castigos corporais, como por exemplo o apedrejamento, foram reintroduzidos para quem violasse os preceitos da sharia, isto é, sexo fora do casamento, adultério, consumo de álcool, como também a pena de morte, aplicada tanto para os defensores do xá, sobretudo, ministros e militares do regime anterior, quanto para prostitutas, homossexuais, marxistas, membros de outras igrejas (judeus) etc.

Com a implantação da teocracia islâmica, as mulheres tornaram-se cidadãs de "segunda classe". Qualquer desvio de conduta ou de cumprimento às leis dos aiatolás, como por exemplo, o uso de maquiagem, uma mecha de cabelo para fora do véu ou roupa não condizente com os costumes dotados, era o suficiente para despertar a fúria da polícia religiosa.

Embora, hoje, a situação das mulheres se apresente melhor, as leis discriminatórias - entre elas e o sexo masculino - continuam as mesmas.

De acordo com a reportagem da Revista Veja (Edição 2119, 1° de julho de 2009), a mulher iraniana vale, literalmente, a metade de um homem em depoimentos no tribunal e em casos de indenização.

Na divisão da herança, uma filha pode levar apenas metade da quantia recebida por seus irmãos.

A menina pode ser forçada a se casar a partir dos 13 anos e, ainda, seu marido tem o direito de proibí-la de trabalhar fora ou estudar.

Para viajar ao exterior, a mulher iraniana tem que apresentar uma permissão por escrito do marido. Caso se divorciem, o homem ganha a custódia dos filhos com mais de 7 anos.

Elas são proibidas de ser magistradas e, há três décadas, não ocupam o posto de ministra. Neste ano puderam se candidatar à Presidência, pela primeira vez no país. Parecia que uma nova abertura se vingava, mas foi tudo em vão, pois o Conselho dos Guardiães vetou todas as 42 candidatas.

E foi justamente no último pleito para a Presidência, quando se reelegeu - sob um clima de incerteza que muitos manifestantes foram às ruas de Teerã, capital do Irã, descontentes com o resultado da eleição.

Mais que simples manifestação popular contra a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, o protesto foi marcado por atos violentos da milícia islâmica bassidj contra os manifestantes, resultando na morte de Neda Agha-Soltan, 26 anos, ex-estudante de Filosofia, que trabalhava na área de turismo. Há suspeita de assassinato, ou seja, de haver intenção em matá-la.

As imagens de sua morte, a tiros, foram filmadas por um videoamador (por celular) e exibidas nas mídias (TV e Internet). São cenas chocantes, tal como eu comentei com os alunos da turma 1801, hoje, em resposta a um comentário de uma aluna a respeito do presidente Mahmoud Ahmadinejad.

Eu não me interessei em postar o vídeo em razão disso, das imagens serem fortes, mas quem tiver interesse em assistir, acesse o vídeo do Globo.com ou no próprio You Tube.

Fonte: Revista Veja (Edição 2119, 1° de julho de 2009).

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

25 de novembro: Dia Internacional pela Erradicação da Violência Contra a Mulher


Imagem capturada na Internet


Hoje se comemora o Dia Internacional pela Erradicação da Violência Contra a Mulher. Poucos sabem da existência desta data, mas - com certeza - conhecem bem o problema, seja por estar na condição de vítima, seja por estar na posição de agressor ou, ainda, de telespectador da violência contra a mulher.

A origem da escolha desta data nos remonta à história das irmãs Mirabal, isto é, Maria Teresa, Pátria e Minerva, as quais ficaram conhecidas como "As Mariposas".

As três irmãs tiveram o mesmo destino, marcado pela violência. O cenário foi a República Dominicana, país da América Central (Insular), durante um período de grande instabilidade política no país, sob o governo do ditador Rafael Trujillo.

Elas foram presas, torturadas e brutalmente assasinadas no dia 25 de novembro de1960, por agentes do Serviço de Inteligência Militar (SIM) a mando do ditador Rafael Trujillo.

Na década de 1960, a sociedade dominicana, cansada e totalmente descontente com a ditadura no país, realizavam manifestações – diariamente - contra as forças militares repressivas que davam sustento ao ditador.

A participação ativa das irmãs Mirabal na luta contra a ditadura no país lhes deu a fama de revolucionárias, o quê muito incomodou ao ditador Trujillo.

No dia 25 de novembro de 1960, Pátria acompanhou as suas irmãs Minerva e Maria Teresa que foram visitar seus respectivos maridos, que estavam presos.

As três foram interceptadas em um determinado ponto do trajeto ao presídio por agentes do Serviço Militar de Inteligência (SIM), sendo conduzidas a um canavial próximo.

No canavial, as irmãs foram submetidas às mais cruéis formas de tortura. Elas foram destroçadas a golpes, estranguladas e, colocadas novamente no veículo em que viajavam. Depois, foram jogadas em um precipício, a fim de simular um acidente de carro.

O assassinato das irmãs Mirabal comoveu todo o país e, ao mesmo tempo, serviu para fortalecer o sentimento patriótico de uma sociedade que aspirava um governo democrático, capaz de assegurar o respeito à dignidade humana.

Quanto à proclamação da data...

Em 1981, durante o I Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe, realizado em Bogotá (Colômbia), a referida data (25 de novembro) foi definida em homenagem às irmãs Mirabal.

Em 1991 teve início a Campanha Mundial pelos Direitos Humanos das Mulheres, sob a coordenação do Centro de Liderança Global da Mulher, que propôs 16 Dias de Ativismo com base na Violência contra as Mulheres, ficando estabelecido o seu início para o dia 25 de novembro e encerramento para o dia 10 de dezembro (aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos).

Este período contempla, também, outras duas datas importantes: o 1º de Dezembro (Dia Mundial da Luta contra a AIDS) e o dia 6 de Dezembro (Dia do Massacre de Montreal/Canadá), data em que Marc Lepine, 25 anos, invadiu uma sala de aula da Escola Politécnica e ordenou que todos os homens, cerca de 40, saíssem do recinto, permanecendo apenas as mulheres.

Logo depois e sob um estado de fúria, Marc gritou: “você são todas feministas!?”, matando em seguida 14 mulheres à queima roupa e se suicidando depois.

Marc Lepine deixou uma carta, onde justificava os seus atos, premeditados. Ele não suportava a idéia de ver mulheres estudando engenharia, um curso tradicionalmente dirigido ao público masculino.

Por fim, em 1999, a data 25 de novembro foi proclamada como o Dia Internacional pela Erradicação da Violência Contra a Mulher pelo Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (UNIFEM), órgão da Organização das Nações Unidas (ONU).



Fonte:

Cabrocha, a Flor do Samba


Extra On Line

Unesco no Brasil

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Visita do Presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad ao Brasil


Presidentes Lula e Ahmadinejad - Imagem capturada na Internet (eBand)


A visita de Mahmoud Ahmadinejad, por um dia, ao Brasil, foi marcada por muitos protestos e indignação. Todos os olhos do mundo se voltaram para o Brasil, mesmo antes deste ter desembarcado no país, ontem dia 23 de novembro.

Mas, quem é Mahmoud Ahmadinejad? Por que tanta controvérsia em sua vinda ao país? Por que ele é considerado uma das personalidades mais polêmica e criticada na Comunidade Internacional?

Saiba, um pouco...

Mahmoud Ahmadinejad é o presidente da República Islâmica do Irã, localizado no sudoeste da Ásia, na região do Oriente Médio.

Um dos maiores produtores de petróleo do mundo, o Irã (denominado de Pérsia até 1935) possui um governo teocrático (islâmico), isto é , segue os preceitos do islamismo (os aiatolás agem por inspiração divina/livro do Alcorão).

O Aiatolá All Khamenei, atual Líder Supremo do Irã, é a autoridade máxima do país. Considerado ultraconservador, ele controla a Política, o Judiciário e a mídia.

A polêmica em cima da figura do presidente Mahmoud Ahmadinejad, eleito em 2005 e reeleito – sob suspeita de fraude – em 2009, tem várias razões de ser e, entre estas, destacam-se:
- postura conservadora e fechada à qualquer tipo de abertura democrática e concessão de direitos às mulheres;

- prega a intolerância com homossexuais;

- declara-se oponente em potencial do ocidente, mais especificamente, dos Estados Unidos, sustentando e difundindo a bandeira do antiamericanismo;

- promove programa de enriquecimento de urânio, programa nuclear com sérias controvérsias internacionais, que acabou resultando em sanções pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Apesar de alegar que o mesmo é para fins energéticos, sua cooperação com a Coréia do Norte, no desenvolvimento de mísseis, não deixa dúvidas quanto as suas reais pretensões;

- defende a extinção de Israel, substituindo-o por um Estado Palestino;

- alega a inexistência do Holocausto, o assassinato de milhões de judeus pelos nazistas, na II Guerra Mundial.

Sua vinda ao Brasil, além de causar protestos e indignação, como mencionei anteriormente, foi capaz – também – de colocar o país na berlinda perante o cenário mundial.

Alguns interpretam e atribuem à política do país uma chave para a sua auto-afirmação como uma grande potência na América Latina e da ampliaçõ de sua influência no cenário internacional.

Todavia, há quem duvide que suas relações diplomáticas com o Irã possa beneficiar a sua imagem, no mundo, como “líder nas negociações de paz”.

Não resta dúvida que a influência do Brasil - no plano internacional - aumentou expressivamente nos últimos anos, contudo – dependente das relações políticas envolvidas – a postura do segundo país pode aniquilar a imagem e as “boas” intenções do país mediador.

O nosso presidente da República tem noção dos riscos por quais o Brasil passa por tentar uma aproximação e relações políticas e econômicas com países teocratas, subjulgados no cenário mundial.

Em contrapartida, o presidente iraniano declarou apoio ao ingresso do Brasil no Conselho de Segurança da ONU, como membro permanente.

Este foi o terceiro encontro do presidente Lula com Ahmadinejad, sendo que – pela primeira vez – o Brasil recebe a visita de um presidente iraniano. Os dois primeiros encontros de ambos os presidentes aconteceram no Equador e nos EUA. Está previsto, para o primeiro semestre de 2010, a ida do presidente Lula ao Irã.

II Campanha de Solidariedade


Estamos em plena arrecadação dos donativos para a II Campanha de Solidariedade - 2009. Como sempre ocorre, alguns alunos da Turma 1801 acabam se envolvendo mais do que os outros.

O ideal seria se todos apresentassem o mesmo dinamismo, inclusive, porque - em geral - a 2ª Campanha é fadada a ser inferior a 1ª Arrecadação, que aconteceu no final do primeiro semestre.

Isso se dá por conta do fim do período letivo: provas finais, Campeonato Interno da escola, preparativos para as festividades com as turmas etc.

A meta estabelecida foi a mesma da 1ª Campanha, ou seja, 1000 unidades de Gelatina em Pó e 100 sacos ou latas de Leite em Pó Integral. Apostamos, mais uma vez, na propaganda e espalhamos diversos cartazes nas escolas; lembretes nas salas de aula e comunicados foram entregues aos alunos, principalmente, para os dos primeiros anos do Ciclo e do 6° Ano.

Eu - como professora responsável - já entreguei um Ofício da escola, solicitando a doação de gêneros alimentíceos para o Supermercado Superprix, na Penha. Quem sabe, eles não ajudam novamente?!

Desta vez, eu inclui o leite em pó, o qual - por ocasião da Campanha anterior - não havia sido solicitado.

Uma aluna da Turma 1602 solicitou um Ofício para que sua mãe possa entregar no seu local do seu trabalho, a fim de conseguir algum donativos para a Campanha da escola.

Uma professora que está promovendo uma Gincana com a turma, incluiu como uma das tarefas a arrecadação de gelatinas.

Outra professora pediu um documento, especificando os gêneros alimentíceos e os nomes das Instituições para promover a arrecadação no condomínio, onde mora.

Legal, pois o envolvimento das pessoas está sob a mesma direção e sob o mesmo sentimento...

Espero que consigamos arrecadar a mesma quantidade ou próxima da qual alcançamos na 1ª Campanha, isto é, 2.373 gelatinas e 101 sacos e latas de leite em pó. É claro que, deste total, 1530 unidades de gelatinas foram doadas pelo Supermercado Superprix, cabendo à Comunidade Escolar a quantidade de 843 gelatinas e os 101 sacos de leite em pó.

Embora, eu tenha os pés no chão quanto às dificuldades deste período, a esperança é a últim que morre.

O primeiro balanço desta II Campanha está prevista para 6ª feira, dia 27 de novembro.

sábado, 21 de novembro de 2009

Leitura Imagética: Uma Imagem Vale Mais do que Mil Palavras


Imagem capturada na Internet


O Preconceito é definido como um conceito antecipado, prévio, sem nenhuma base razoável.

Ele é transmitido à criança pelo adulto ou pela própria sociedade, da qual faz parte.

Poesia: Consciência Negra

Ainda sob o ensejo das comemorações do Dia Nacional da Consciência Negra, que foi ontem, gostaria de compartilhar a poesia abaixo. Ela foi extraída do Site de Poesias, página do mesmo autor e sob a sua autorização.



CONSCIÊNCIA NEGRA
José Cristiano Cruz Lunguinho



Meu Deus, não aguento o mundo em que vivo!
Fui oferecer ajuda e me deparei com o racismo
De que importa se minha pele tem essa cor
Não é porque sou negro que serei um infrator



Por que não aceitar?
Irmãos que estamos a discriminar
Que diferença faz a cor
Se sentimos a mesma dor

Pensamentos diferentes
Mas seres iguais
Cores diferentes
Porém todos mortais



Viver em harmonia
Todos deveriam
Sem guerrear nem brigar
Pra todos se amar



Amar o seu próximo
A solução para o mundo
Todos felizes
E a inexistência do submundo

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O Negro na Sociedade Brasileira



Imagem capturada na Internet

Continuando sobre as comemorações do Dia Nacional da Consciência Negra... Esta data nos faz refletir não só no papel do negro na formação da sociedade brasileira, como também a sua participação e condições na realidade socioeconômica do país.
 
Como sempre discutimos, em sala de aula, a participação dos negros no mercado de trabalho, o preconceito racial tão latente ainda em nossa sociedade, entre outros aspectos, são facetas de nossa herança histórico-cultural.
 
O negro africano foi introduzido na América, através de migração forçada, na condição de mão-de-obra escrava para as colônias de exploração.
 
Desde o seu percurso do continente africano até o Brasil, nos chamados navios negreiros, até a sua venda nos mercados e atuação na Casa Grande (sede das grandes propriedade rurais), nas lavouras e nas áreas de extração mineral, este fora submetido às condições desumanas de vida, de trabalho e de sobrevivência.
 
Além do trabalho pesado, ele era frequentemente humilhado, sofrendo - inclusive - diversos castigos físicos (por açoites; palmatórias; anavalhamento do corpo, seguido de salmoura; queimaduras de ferro em brasa; mutilações; castração; amputação de seios; fraturas dos dentes a marteladas etc). Além dos registros de estupros de negras escravas.
 
Considerados – desde então - como segmento inferior da sociedade brasileira, tipicamente rural, eles eram excluídos do convívio social.
 
A liberdade almejada e alcançada com a Abolição da Escravatura, em 13 de maio de 1888, o fez liberto de sua condição de escravo, explorado e humilhado, como o ser humano e como segmento importante na economia do país.
 
Sua liberdade, no entanto, não representou a sua tão sonhada ascensão social e, muito menos, condições mais justas de sobrevivência humana.
 
Como não haveria de ser em uma sociedade elitizada, em um país de economia, ainda, eminentemente rural, o negro se viu livre, mas sem nenhum aporte concreto capaz de garantir a sua plena sobrevivência, de sua inserção efetiva e total no mercado de trabalho, como mão-de-obra assalariada.
 
Daí, muitos voltarem para as grandes fazendas, oferecendo o seu trabalho em troca de teto e comida. Alguns conseguiram algum trabalho e outros acabaram se submetendo às condições de marginalidade à sociedade da época.
 
Para agravar a situação, com o fim da escravidão, a imigração foi incentivada para suprir a mão-de-obra negra (escrava). Com isso, além de toda uma conjuntura histórica desfavorável ao negro africano e seus descendentes, a competição injusta com os imigrantes europeus acirrou mais ainda a sua situação. Tais circunstâncias intensificaram o processo de marginalização destes no cerne da sociedade brasileira.
 
Por estas questões históricas, podemos afirmar que as atuais condições e participação do negro na sociedade e na vida econômica do país refletem os alicerces pelos quais foram construídas ao longo do tempo.
 
De acordo com o levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e da Fundação Seade, no período de 2004 a 2008, o salário médio dos negros é 43,8% menor do que a remuneração dos brancos.
 
Além disso, em média, o negro recebe R$ 4,62 por hora, enquanto os brancos ganham R$ 8,21.
 
As jornadas de trabalho são, em geral, mais extensas para os negros e estes se encontram – na maior parte – exercendo atividades mais frágeis, seja pela forma de contratação, seja por trabalhos de baixa qualificação.
 
De acordo com os especialistas, a diferença de remuneração também pode ser explicada em função do menor nível de escolaridade dos negros, que acabam atuando em postos que exigem baixa escolaridade e, consequentemente, oferecem salários menores.
 
É evidente e vale a pena ressaltar, aqui, que o negro já obteve muitas conquistas ao longo do processo histórico e que muitos apresentam uma história de vida baseada na persistência, na confiabilidade de seu próprio potencial e no ignorar das atitudes racistas que, muitas das vezes, persistem na prática diária.
 
Quando eu era mais jovem presenciei situações de puro racismo em São Paulo. Minha prima estava à procura de emprego e, na época, tomamos conhecimento que o anúncio nos jornais, onde se lia “Admite-se moços e moças de boa aparência...”, este termo “boa aparência” se referia à cor branca.
 
De qualquer maneira, a situação do negro em nossa sociedade, apesar de ser caracterizada por uma desigualdade de oportunidades e por uma estratificação discriminatória, vem melhorando ao longo do tempo.
 
Mesmo que a passos lentos, a luta pela igualdade, pelo fim do preconceito racial e outros aspectos ligados ao movimento negro e à própria expectativa da população negra civil continua e não deve parar.
 
E, neste processo, o poder das políticas públicas aparecem como principais intermediadores e percursores de mudanças significativas neste cenário, capaz de diminuir as diferenças existentes entre a população negra e não-negra do país.


Fontes de Consulta:

. Diário do Grande ABC

. Jangada Brasil

20 de novembro: Dia Nacional da Consciência Negra


Imagem capturada na Internet

Hoje, dia 20 de novembro, comemora-se em o Dia Nacional da Consciência Negra. A data marca a morte de Zumbi dos Palmares, líder negro que lutou contra a escravidão no Brasil. Capturado pelas tropas portuguesas, somente na 16ª tentativa, foi morto em 20 de novembro de 1695.
 
No entanto, a referida data não é feriado nacional. Em nosso país, de acordo com a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), o feriado é municipal em 757 cidades, espalhadas em 20 estados e o Distrito Federal, sendo feriado estadual em 8 estados (Alagoas, Amapá, Ceará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul).
 
A adesão ao feriado ou sob a forma de ponto facultativo cabe ao estado ou município. Para ver a relação das cidades, acesse AQUI.
 
Vale ressaltar aqui, que apesar da listagem oficial constar feriado municipal em João Pessoa (Paraíba), segundo a minha sogra que mora no município, lá não é feriado. Resta saber se é feriado e a capital, por ter uma função turística, além de administrativa e histórica, o comércio funciona normalmente.
 
Tal como postei no ano passado, a origem da escolha do Dia Nacional da Consciência Negra remonta o início dos anos 70 (Século XX), quando um grupo de seis pessoas - engajadas no movimento negro - em Porto Alegre (Rio Grande do Sul) resolveu homenagear a luta da comunidade negra brasileira, já que estavam insatisfeitos com a escolha da data 13 de maio referenciada à Abolição da Escravatura.
 
A escolha do dia 20 de novembro foi uma sugestão do militante do grupo, poeta e professor de Português, Oliveira Silveira, em tributo ao líder Zumbi e ao Quilombo dos Palmares, o maior quilombo do país, no período colonial.
 
Segundo o mesmo, esta data teria maior sentido para a comunidade negra brasileira em detrimento a que se comemora a Abolição dos Escravos, assinada em 1888, pela Princesa Isabel.
 
Este alega, também, que a escolha do dia da morte do líder do Quilombo de Palmares (Zumbi), decorreu em razão da falta de registros históricos sobre a data do seu nascimento e nem do início do Quilombo dos Palmares.
 
O Quilombo dos Palmares, localizado na Serra da Barriga, antiga Capitania de Pernambuco, atualmente, faz parte do município União dos Palmares, no estado de Alagoas.
 
Vale advertir, mais uma vez, que a localidade do Quilombo dos Palmares não é a cidade de Palmares, localizada em Pernambuco. Ambos os municípios, Palmares e União dos Palmares faziam parte da área de abrangência da Capitania de Pernambuco e os seus respectivos nomes procedem da grande quantidade de palmeiras que existia na região.
 
A data que passou a ser reverenciada primeiramente no Rio Grande do Sul acabou sendo difundida e conhecida no resto do país. E, segundo o próprio Oliveira Silveira, graças ao apoio e divulgação da imprensa, a data comemorativa alcançou projeção em âmbito nacional.
 
São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro foram as primeiras cidades a comemorar a referida data em prol da luta da comunidade negra.
 
Em 1978 foi criado o Movimento Negro Unificado contra Discriminação Racial (MNUDR), o qual, em Assembleia realizada na Bahia, no final do mesmo ano, acatou a proposta de um militante do Rio de Janeiro, chamado Paulo Roberto dos Santos, e oficializou a data 20 de novembro como o Nacional da Consciência Negra (Data de celebração a Zumbi e a Palmares).
 
Em 1999, a cidade do Rio de Janeiro foi o primeiro município a instituir o Dia Nacional da Consciência Negra, como feriado municipal. E, em 2002, através da Lei nº. 4.007, sancionada pela, então, governadora Benedita da Silva, este passou a incorporar o calendário estadual.
 
Em 2003, o atual Presidente da República - Luiz Inácio Lula da Silva - incorporou a referida data comemorativa no calendário escolar e, ao mesmo tempo, tornou obrigatório o ensino da História e Cultura Afro Brasileira (Lei N.º 10.639, de 9 de janeiro de 2003).
 
No ano passado, o Governo Federal sancionou a Lei N.º 11.645 (de 10 de março de 2008), onde incluiu - nas Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei no 10.639, de 9 de janeiro de 2003) - a obrigatoriedade, também, da História e Cultura Indígena (além da Afro-Brasileira, estabelecida em 2003).
 
Para saber mais sobre a história de Zumbi, veja a postagem do ano passado, acessando AQUI.

domingo, 15 de novembro de 2009

Mensagem: Pai tô com fome!

Estamos em plena Campanha de Solidariedade e, como não haveria de ser, a mensagem escolhida versa sobre o saber doar, compartilhar com aqueles que mais precisam, sem distinção, sem saber a quem... é o amor ao próximo concretizado em uma atitude de caridade que comanda as relações mais elevadas dos seres humanos.

Trata-se de uma história verídica, a qual já tenho há alguns anos, sem nenhuma informação extra quanto a sua origem.

Ela não nos remete a uma situação parecida às causas da nossa Campanha, mas nos leva a refletir sobre a importância do ato de compartilhar, do amor e da humildade perante à situação do próximo.


Imagem capturada na Internet



PAI TÔ COM FOME!

Ricardinho não agüentou o cheiro bom do pão e falou:

- Pai, tô com fome!!!

O pai, Agenor , sem ter um tostão no bolso, caminhando desde muito cedo em busca de um trabalho, olha com os olhos marejados para o filho e pede mais um pouco de paciência...

- Mas pai, desde ontem não comemos nada, eu tô com muita fome, pai!!!

Envergonhado, triste e humilhado em seu coração de pai, Agenor pede para o filho aguardar na calçada enquanto entra na padaria a sua frente...

Ao entrar dirige-se a um homem no balcão:

- Meu senhor, estou com meu filho de apenas 6 anos na porta, com muita fome, não tenho nenhum tostão, pois sai cedo para buscar um emprego e nada encontrei, eu lhe peço que em nome de Jesus me forneça um pão para que eu possa matar a fome desse menino, em troca posso varrer o chão de seu estabelecimento, lavar os pratos e copos, ou outro serviço que o senhor precisar!!!

Amaro , o dono da padaria estranha aquele homem de semblante calmo e sofrido, pedir comida em troca de trabalho e pede para que ele chame o filho...

Agenor pega o filho pela mão e apresenta-o a Amaro, que imediatamente pede que os dois sentem-se junto ao balcão, onde manda servir dois pratos de comida do famoso PF (Prato Feito) - arroz, feijão, bife e ovo...

Para Ricardinho era um sonho, comer após tantas horas na rua...

Para Agenor , uma dor a mais, já que comer aquela comida maravilhosa fazia-o lembrar-se da esposa e mais dois filhos que ficaram em casa apenas com um punhado de fubá...

Grossas lágrimas desciam dos seus olhos já na primeira garfada...

A satisfação de ver seu filho devorando aquele prato simples como se fosse um manjar dos deuses, e lembrança de sua pequena família em casa, foi demais para seu coração tão cansado de mais de 2 anos de desemprego, humilhações e necessidades...

Amaro se aproxima de Agenor e percebendo a sua emoção, brinca para relaxar:

- Ô Maria!!! Sua comida deve estar muito ruim... Olha o meu amigo está até chorando de tristeza desse bife, será que é sola de sapato?!?!

Imediatamente, Agenor sorri e diz que nunca comeu comida tão apetitosa, e que agradecia a Deus por ter esse prazer...

Amaro pede então que ele sossegue seu coração, que almoçasse em paz e depois conversariam sobre trabalho...

Mais confiante, Agenor enxuga as lágrimas e começa a almoçar, já que sua fome já estava nas costas...

Após o almoço, Amaro convida Agenor para uma conversa nos fundos da padaria, onde havia um pequeno escritório...

Agenor conta então que há mais de 2 anos havia perdido o emprego e desde então, sem uma especialidade profissional, sem estudos, ele estava vivendo de pequenos 'biscates aqui e acolá', mas que há 2 meses não recebia nada...

Amaro resolve então contratar Agenor para serviços gerais na padaria, e penalizado, faz para o homem uma cesta básica com alimentos para pelo menos 15 dias...

Agenor com lágrimas nos olhos agradece a confiança daquele homem e marca para o dia seguinte seu início no trabalho...

Ao chegar em casa com toda aquela 'fartura', Agenor é um novo homem sentia esperanças, sentia que sua vida iria tomar novo impulso...

Deus estava lhe abrindo mais do que uma porta, era toda uma esperança de dias melhores...

No dia seguinte, às 5 da manhã, Agenor estava na porta da padaria ansioso para iniciar seu novo trabalho...

Amaro chega logo em seguida e sorri para aquele homem que nem ele sabia porque estava ajudando...

Tinham a mesma idade, 32 anos, e histórias diferentes, mas algo dentro dele chamava-o para ajudar aquela pessoa...

E, ele não se enganou - durante um ano, Agenor foi o mais dedicado trabalhador daquele estabelecimento, sempre honesto e extremamente zeloso com seus deveres...

Um dia, Amaro chama Agenor para uma conversa e fala da escola que abriu vagas para a alfabetização de adultos um quarteirão acima da padaria, e que ele fazia questão que Agenor fosse estudar....

Agenor nunca esqueceu seu primeiro dia de aula: a mão trêmula nas primeiras letras e a emoção da primeira carta...

Doze anos se passam desde aquele primeiro dia de aula...

Vamos encontrar o Dr. Agenor Baptista de Medeiros , advogado, abrindo seu escritório para seu cliente, e depois outro, e depois mais outro...

Ao meio dia ele desce para um café na padaria do amigo Amaro, que fica impressionado em ver o 'antigo funcionário' tão elegante em seu primeiro terno...

Mais dez anos se passam, e agora o Dr. Agenor Baptista, já com uma clientela que mistura os mais necessitados que não podem pagar, e os mais abastados que o pagam muito bem, resolve criar uma Instituição que oferece aos desvalidos da sorte, que andam pelas ruas, pessoas desempregadas e carentes de todos os tipos, um prato de comida diariamente na hora do almoço...

Mais de 200 refeições são servidas diariamente naquele lugar que é administrado pelo seu filho , o agora nutricionista Ricardo Baptista...

Tudo mudou, tudo passou, mas a amizade daqueles dois homens, Amaro e Agenor impressionava a todos que conheciam um pouco da história de cada um...

Contam que aos 82 anos os dois faleceram no mesmo dia, quase que a mesma hora, morrendo placidamente com um sorriso de dever cumprido...

Ricardinho , o filho mandou gravar na frente da 'Casa do Caminho', que seu pai fundou com tanto carinho:

'Um dia eu tive fome, e você me alimentou. Um dia eu estava sem esperanças e você me deu um caminho. Um dia acordei sozinho, e você me deu Deus, e isso não tem preço. Que Deus habite em seu coração e alimente sua alma. E, que te sobre o pão da misericórdia para estender a quem precisar!!!'

Missão Lcross: Descoberta de água na Lua

Presença de água na Lua - Imagem capturada na Internet - INFO Online

Na última 6ª feira, dia 13, os principais meios de comunicação - impresso e falado - divulgaram a informação a respeito da descoberta recente de água em uma cratera lunar.

O anúncio feito pela NASA sobre a existência de água na Lua vem de encontro e reforça as ideias de tornar o satélite natural do nosso planeta em uma base física para futuras viagens.

A descoberta da água, sob a forma sólida (gelo) se deu graças à missão denominada Lunar Crater Observation and Sensing Satellite (missão Lcross). De acordo com o quê foi divulgado nas mídias e no INFO Online , esta nova descoberta só foi possível graças ao choque do foguete Centaur em solo lunar ao se desprender do satélite Lcross, no dia 09 de outubro passado.

O foguete, que estava em alta velocidade, atingiu uma região permanentemente sombreada da cratera Cabeus, localizada próxima do pólo sul lunar. Com o forte impacto do foguete abriu-se um buraco de 18 a 30 metros de largura, no qual foi possível registrar a ocorrência da água. De acordo com o anunciado são cerca de 90 litros de água congelada.

O choque ainda criou uma nuvem de vapor e poeira fina e permitiu, também, a constatação da existência de um material mais pesado na localidade.

Com a descoberta confirma-se também a ocorrência de grandes quantidades de hidrogênio observadas nos pólos lunares.

De acordo com a NASA, os dados da Lcross mostram que na Lua existe mais água e que esta se encontra mais espalhada. Contudo, as concentrações exatas de água ainda são incertas.

Fonte: INFO plantão

Uso de Bermudas permitido para Professores e Funcionários das Escolas da Rede Municipal de Ensino - Rio de Janeiro

Imagem capturada na Internet - Revista Paradoxo

Imagem capturada na Internet - Imagem Shack


Como não haveria de ser, o bom senso mais uma vez prevaleceu. A Secretária Municipal de Educação, Claudia Costin - diante dos inúmeros pedidos - concedeu o uso de bermudas aos professores e funcionários da rede municipal de Ensino, tanto para o sexo feminino quanto masculino.

A medida passa a valer à partir de 3ª feira. Só não entendi o motivo de ser na terça e, não, na 2ª feira... Mas, tudo bem! O que importa é que a medida foi tomada e vai durar até o final do verão.

Apesar de não estarmos ainda no Verão, que tem início em 21 de dezembro e se estende até 20 de março, as altas temperaturas têm deixado muitas pessoas de mau humor, indispostas e impacientes, como eu, devido à alergia ao suor.

Como é o normal nesta época e no verão, eu tenho alergia ao calor. Sou carioca da clara (só o meu pai é carioca, minha mãe é paulista), mas como um Dermatologista falou há alguns anos, quando morei em Santa Catarina, eu sou "mulher" de zona temperada, ou seja, mulher branca de regiões de clima mais ameno (Zonas Temperadas do Norte e do Sul).

Os alunos e colegas de profissão sabem do eu estou falando, pois desde segunda feira passada, eles viram como o meu estado... Fui ao médico e já estou tomando medicamento, assim como passando pomada específica nas lesões do pescoço e das dobras dos braços, mas de nada adianta ao sair na rua ou ficar em sala de aula, pois a transpiração excessiva face ao calor natural agregada às atividades físicas acabam agravando as mesmas (vermelhidão, coceira e, pior, "queimação").

Bom, problemas pessoais a parte, a medida foi tomada e a considero muito válida.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

II Campanha de Solidariedade - 2009


A II Campanha de Solidariedade - 2009 já foi iniciada desde a sexta da semana passada.

Mais uma vez estabelecemos metas a serem atingidas:

1000 (mil) gelatinas em pó;

100 (cem) sacos ou latas de leite em pó;

O único item que ficou fora de uma quantidade determinada e prevista foram os brinquedos, pois além das doações espontâneas, iremos comprar com o dinheiro arrecadado na turma (contribuição individual) e com a venda de adesivos.

Desta vez decidimos vender adesivos, pois sabemos que o período da Campanha vai ser apertado e ainda teremos o Campeonato Interno da Escola.

Espero que a turma se empenhe mais, pois no ano passado, o número arrecadado ficou muito aquém da nossa perspectiva.

A faixa da Campanha já foi fixada na grade da janela, na entrada da escola. Segunda feira, dia 16, outros cartazes serão espalhados na área interna e externa. Estamos apostando na divulgação intensiva.

Os alunos, principalmente, dos primeiros anos do Ciclo já receberam um comunicado solicitando a participação e contribuição de cada um e, com isso, já recebemos as primeiras doações. Inclusive de saco de leite, que sempre foi o produto mais difícil.

Fomos premiados com o Selo Escola Solidária, mas até hoje, não recebemos o Certificado e nem o Selo do Instituto Faça Parte. Seria muito legal podermos iniciar esta segunda fase, com o Selo Escola Solidária fixado junto com o nosso chamado.

É, vamos aguardar! Enquanto isso, temos muito a fazer...

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Redação Premiada pela UNESCO: Pátria Madrasta Vil

Recebi por e-mail, a notícia sobre a redação "Pátria Madrasta Vil", de autoria de Clarice Zeitel, 26 anos, recém-graduada em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Clarice participou do Concurso de Redações, "Como vencer a pobreza e a desigualdade", em julho, concorrendo com outros 50 mil estudantes universitários e foi premiada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em Paris.

Aproveito para compartilhar neste espaço... Há muito a refletir... Há muito a tomar atitudes coerentes e conscientes... Há muito a fazer!

PÁTRIA MADRASTA VIL

Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência. .. Exagero de escassez… Contraditórios??

Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL. Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.

O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada – e friamente sistematizada – de contradições.

Há quem diga que ‘dos filhos deste solo és mãe gentil.’, mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil.

A minha mãe não ‘tapa o sol com a peneira’. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.

E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir.

Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra… Sem nenhuma contradição!

É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!A mudança que nada muda é só mais uma contradição.

Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão.

Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta – tão confortavelmente situadas na pirâmide social – terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)… Mas estão elas preparadas para isso?

Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.

Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga?

E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?

Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamentoperante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos. oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada.

Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente… Ou como bicho?

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Queda do Muro de Berlim II

Aproveitando as comemorações dos 20 anos da queda do Muro de Berlim, vou compartilhar dois mapas publicados na Folha OnLine, que explicitam melhor a configuração político-administrativa da Alemanha dividida, durante o período da Guerra Fria (1947-1989) e, depois, de sua reunificação, após a queda do Muro de Berlim (09 de novembro de 1989).
 
Para muitos, a queda do Muro de Berlim representou o fim da Guerra Fria, até mesmo porque o processo já vinha desenrolando ao longo dos anos e com o feito, o modelo foi desmantelado, fazendo com que muitas nações migrassem de regime.
 
No entanto, outros consideram o ano de 1991, quando houve a dissolução efetiva do Pacto de Varsóvia, ou seja, a Aliança militar entre os países do Leste Europeu e a URSS.
 
Assinado, em maio de 1955, o Tratado de Assistência Mútua da Europa Oriental foi firmado na capital da Polônia. Daí, o emprego do termo Pacto de Varsóvia. Seus objetivos eram: auxílio militar mútuo aos seus países-membros e consultas sobre problemas de segurança e colaboração.
 
Foi o principal instrumento da hegemonia militar da URSS, contrapondo-se à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), do bloco capitalista, cujos objetivos eram desenvolver uma estreita colaboração política entre os seus países-membros e fornecer auxílio militar mútuo, em caso de ataque a um deles.
 

Alemanha Dividida - Imagem capturada na Folha OnLine


Alemanha Reunificada - Imagem capturada na Internet

Gripe H1N1: Número de mortes no mundo todo

A última notícia que tive a respeito da Gripe H1N1 foi na Folha OnLine, no dia 06 do mês em curso. E os dados são alarmantes.

Desde o seu aparecimento até o início de novembro, os números de mortes em consequência do vírus Influenza A, em 199 países e territórios, é da ordem de mais de 6 mil pessoas.

O continente com maior registro de óbitos pela Gripe H1N1 continua sendo a América (4.399), seguido da Ásia (1.160) e Europa (300).

É evidente que estão números já não correspondem a realidade, mas só por estes dados podemos ter a noção de sua gravidade e da continuidade de sua transmissão.

Se vocês lembram, em postagens anteriores, no final do mês de agosto, os números apontavam 1.799 pessoas mortas no mundo todo e, no início de outubro, este número subiu para 4.525 óbitos pela nova Gripe.

É muito preocupante, não só porque a doença continua persistente, mas sobretudo, porque muitas pessoas estão deixando de tomar as medidas preventivas, achando que a pandemia acabou. Além do inverno não ter chegado no hemisfério Norte.

Também usar como parâmetro a história das epidemias que se alastraram no mundo, tal como a Peste Negra e Gripe Espanhola, por exemplo é um grande equívoco, visto que não há como comparar as épocas em que estas e outras ocorreram com os dias atuais, visto os avanços das ciências, da medicina e das tecnologias voltadas para a área biomédica, bem como as condições de infra-estrutura urbana e de serviços.

Gostaria de obter dados mais concretos a respeito da posição do Brasil no ranking dos países com registro de mortes associadas à Gripe Suína, mas não achei nada a respeito. Quem souber de alguma fonte de notícias, segura, que tenha divulgado números mais recentes, eu agradeceria a indicação.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Data comemorativa: 20 anos da Queda do Muro de Berlim

Imagem capturada na Internet - Wikipédia


Como muitos sabem, inclusive, comentei na sala de aula desde a semana passada, hoje, muitos olhos do mundo se voltariam para as comemorações dos 20 anos da queda do Muro de Berlim, na Alemanha.
 
Principal símbolo da Guerra Fria, o Muro de Berlim ou o Muro da Vergonha foi erguido no dia 13 de agosto de 1961. Mais que uma obra humana, sua construção e extensão limítrofe – cerca de 150 Km - consolidou a disputa de dois sistemas político-ideológicos distintos e, ao mesmo tempo, a bipolarização do mundo, em menor escala, cujas lideranças cabiam aos EUA e à antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).
 
O Muro separou as porções ocidental e oriental de Berlim; o lado Ocidental sob a influência dos EUA, Inglaterra e França, era capitalista, enquanto o lado oriental, correspondente ao bloco socialista, esteve sob a influência da URSS.
 
Antes mesmo de ser construído o Muro de Berlim (1961), a Alemanha já se encontrava dividida em quatro zonas de ocupação, as quais passaram a ser controladas pelos EUA, Inglaterra, França e União Soviética. Esta “fragmentação” de seu espaço geográfico se deu após o fim da II Guerra Mundial (1945), com a derrota nazista.
 

Imagem capturada na Internet
 
Em razão das diferenças ideológicas, os três aliados (EUA, Inglaterra e França), que eram capitalistas, se afastaram dos comunistas soviéticos (URSS). Assim, a Alemanha acabou ficando repartida em dois blocos: a Alemanha Ocidental (capitalista), sob a influência dos EUA, Inglaterra e França, e a Alemanha Oriental (socialista), sob o domínio da União Soviética.
 
Geograficamente, Berlim se localiza a leste, ou seja, no lado sovético, mas como era a capital do país, acabou também sendo dividida.
 
Esta divisão de caráter ideológico e político, até então, invisível, fez com que muitas pessoas do lado oriental, contrários ao regime comunista, mudassem para o lado ocidental. E, em razão destas migrações, as autoridades do lado soviético optaram por construir um muro, na capital, isolando efetivamente as duas porções, cujos regimes antagônicos regiam não só a Ordem Mundial como a própria sorte da Alemanha.
 
Marcado inicialmente por barricadas ne cercas de arames farpados, este sofreu três grandes reformas, tendo como material, concreto, arame farpado e cacos de vidro para reprimir fugas.




Imagem capturada na Internet - DW World



Imagem capturada na Internet -
No final dos anos 80, esta divisão política, ideológica e material (física) deixou de existir. O sistema socialista já se encontrava em crise devido ao esgotamento do seu modelo sócio-econômico; problemas da economia planificada, da ausência de liberdades democráticas e das rivalidades étnico-culturais existente em alguns países etc.
 
Na verdade, pode-se dizer que a queda do Muro de Berlim iniciou na União Soviética, no âmbito da crise por qual passava o sistema socialista e, efetivamente, após as mudanças implementadas pelo novo e último presidente da URSS, Mikhail Gorbachev, em 1985, através da Perestroika (reconstrução, reestruturação) e Glasnost (abertura).
 
A Perestroika ganhou conotação de “reestruturação econômica” e sob esta perspectiva de reforma, sua política visava a redução dos gastos na Defesa Nacional (desocupaçào das tropas soviéticas no Afeganistão; redução de armamento e não interferir em outros países ciomunistas), bem como melhorar a disciplina no local de trabalho ao introduzir um conjunto de medidas enérgicas a fim de que as empresas mostrassem mais iniciativa.
 
Ele chegou a retirar dezenas de burocratas corruptos, que representavam figuras da "era da estagnação" da URSS.
 
Implementou medidas inovadoras, com um pouco mais de democracia, no sistema, ao reorganizar as listas eleitorais, ainda que dentro de um Estado de partido único.
 
Sua medidas de reestruturação e de abertura política acabou lhe colocando na berlinda, ora como aquele que entregou um império sem luta e provocou o colapso econômico do país, na visão dos soviéticos, ora como a figura principal para a libertação da ocupação militar e do totalitarismo no país, bem como para o fim da Guerra Fria e da queda do Muro de Berlim, na ótica dos capitalistas.
 
Todas estas temáticas merecem ser tratadas mais profundamente...
 
Por hoje, vamos relembrar o contexto histórico da criação e da queda do Muro de Berlim; da Guerra Fria e do período pós-Guerra; do desmantelamento de várias nações comunistas e, por fim, que a reunificação da Alemanha, como demonstram os dados atuais, mantém um muro invisível entre as antigas Alemanha Ocidental e Alemanha Oriental.
 

Fontes de Consultas

. Apostila particular;