terça-feira, 7 de novembro de 2017

07 de Novembro: Cem anos da Revolução Russa

 Principais atores revolucionários
Karl Marx, Friedrich Engels e Vladimir Lênin
Imagem capturada na Internet
 
 
Hoje, 07 de novembro - pelo calendário gregoriano - comemora-se o centenário da Revolução Russa, a primeira revolução comunista marxista do século XX, que deu o poder aos bolcheviques (um dos grupos do Partido Operário Social-Democrata Russo) e tornou a Rússia, o primeiro país socialista do mundo.
 
Também conhecida como Revolução de Outubro (pelo calendário juliano), esta consistiu na segunda fase de um processo revolucionário, iniciado em fevereiro de 2017, período em que o governo czarista de Nicolau II foi derrubado, sendo estabelecido um Governo Provisório no país, sob a direção de Aleksander Kerensky.
 
Esse Governo Provisório, por sua vez, perdeu apoio popular e teve a oposição do Partido Bolchevique, tanto pelo fato da permanência da Rússia na I Guerra Mundial quanto pela falta de tomada de medidas efetivamente revolucionárias por parte do governo.
 
Sob essa conjuntura, a segunda fase desse processo que culminou com a Revolução Russa, o Governo Provisório vigente foi também derrubado, levando ao poder o Partido Bolchevique, liderado por Vladimir Lênin, o qual instituiu um governo socialista.
 
 Vladimir Lênin
Imagem capturada na Internet
 
Após a Revolução de Outubro (novembro) ocorreu na Rússia uma Guerra Civil (1918-1922) e, em 1922, a criação da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URRS), integrando 15 Repúblicas, sendo a Rússia a maior e a mais poderosa delas.
 
Faziam parte da antiga União Soviética (extinta em 1991): a Armênia, Azerbaijão, Belarus, Estônia, Geórgia, Letônia, Lituânia, Moldova, Rússia e Ucrânia, no continente europeu. Já por parte da Ásia, o Cazaquistão, Quirguistão, Rússia (porção asiática), Tadjiquistão, Turcomenistão e Uzbequistão.
 
Com a morte de Vladimir Lênin, em 1924 e a vitória do dirigente soviético Joseph Stálin, a União Soviética (URSS) passou a ser uma ditadura stalinista. O Governo, juntamente com os burocratas do Partido Comunista, passou a tomar as decisões políticas e econômicas de forma autoritária, inclusive, detendo privilégios materiais sobre a população.

Joseph Stálin
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Fonte: Biography

O Governo soviético passou a controlar os diversos setores da produção, decidindo o que produzir, a quantidade a ser produzida, a qualidade do produto, o preço de venda, o salário do trabalhador, entre outros aspectos. Tudo planificado e centralizado pelo Estado (governo).
 
Esta nova forma de política de governar, imposta e contrária ao Socialismo Utópico e do Socialismo Científico (Marxismo), ficou conhecido como Socialismo Real, tornando-se uma forma de ditadura por parte do governo tanto na URSS quanto em outros países socialistas.
 
Sendo assim, a URSS foi marcada pela falta de democracia, por um governo autoritário controlado pelo Partido Comunista (PC), o qual direcionava fortes investimentos aos setores industrial e bélico.
 
Ao longo de sua trajetória histórica, a II Guerra Mundial eclodiu (1939-1945) e, após o final desta, a duas grandes potências que passaram a responder pela Nova Ordem Mundial instituída foram os EUA (Capitalista) e a URSS (Socialista). Ambas passaram a disputar a hegemonia política, econômica e militar no mundo.
 
Sob esse contexto e, sobretudo, por suas orientações ideológicas e políticas antagônicas (Capitalismo versus Socialismo) deu-se início ao enfrentamento de um conflito indireto entre ambas as superpotências mundiais, o qual ficou conhecido como Guerra Fria (1947-1991).
 
Durante a Guerra Fria era bastante comum a exposição de arsenais bélicos, inclusive, nucleares em desfiles militares em ambos os lados, visando a exposição do poder bélico de cada um. Além da corrida armamentista, esse período também foi marcado pelo desenvolvimento de tecnologias de ponta, a corrida espacial, sendo também marcado pela “caça às bruxas” e das redes de espionagem, como a CIA (Agência Central de Inteligência/1947- até hoje) e a KGB (Comitê de Segurança do Estado/1954-1991).
 
No final dos anos 80 (século XX), o Socialismo Real já começava a dar sinais de esgotamento, assinalando a crise no sistema. Não havia mais recursos financeiros para investir, a economia estava estagnada e as máquinas industriais se encontravam obsoletas. Não havia mais capital, inclusive, para expandir e aprimorar o seu arsenal bélico ao ponto de enfrentamento e/ou ameaças ao bloco capitalista, liderado pelos EUA.
 
Em face do autoritarismo por parte do governo e, consequentemente, a falta de liberdade, o nível de insatisfação da população também só aumentava.  Era o prenúncio do fim do Socialismo.
 
Em 1991, o Tratado de Assistência Mútua da Europa Oriental, mais conhecido como Pacto de Varsóvia (1955) foi dissolvido, assim como foi extinta a rede de espionagem soviética, criada em 1954, a KGB (Comitê de Segurança do Estado).
 
Neste mesmo ano, sob esta conjuntura, acrescentada pelo processo de reformas políticas e econômicas, iniciado em 1985, pelo então presidente soviético Mikhail Gorbatchov, o fim do Socialismo, a fragmentação política e a extinção da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URRS) foram inevitáveis. Assinalou-se não só o fim da URSS como o da Guerra Fria.
 
Hoje, segundo as principais notícias sobre as comemorações de um século da Revolução Russa, a capital do país não apresentou grandes eventos neste sentido, cabendo uma atenção efetiva na cidade de São Petersburgo (segunda maior cidade do país, considerada a capital dos czares russos).
 
Não me ative em aprofundar esse texto sob o contexto histórico da Revolução Russa, em termos de seus antecedentes, mas acerca desses aspectos e outros que tratam dos mesmos, eu sugiro os sites abaixo. Basta clicar sobre os títulos.
 

 

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