domingo, 5 de novembro de 2017

Nova York: Mais um Ataque Terrorista em nome de Alá


Imagem capturada na Internet
Fonte: El País
 
 
Infelizmente, mais um ataque terrorista - em nome de Alá – aconteceu. Desta vez, em Nova York, EUA.
 
Na última 3ª feira, dia 31/11, o imigrante uzbeque, Sayfullo Habibullaevic Saipov (29 anos), dirigindo uma caminhonete, avançou os limites de uma ciclovia, atropelando e matando várias pessoas, entre pedestres e ciclistas. Além disso, o veículo atingiu também um ônibus escolar.
 
Oito pessoas morreram e doze ficaram feridas. Entre os mortos estavam cinco argentinos que tinham ido aos EUA, com outros amigos, para comemorar os 30 anos de conclusão de curso na Escola Politécnica de Rosário, na Argentina. Segundo, fontes de pesquisa, dois membros da equipe e dois estudantes que estavam no ônibus escolar se feriram, também, sendo um gravemente (um dos estudantes).
 
Embora, de acordo com as notícias vinculadas a este fato, afirmem que o Estado Islâmico (Grupo Terrorista) reivindicou a responsabilidade do ataque, as autoridades locais acreditam que o imigrante uzbeque (de Uzbequistão, país asiático) agiu sozinho, planejando o mesmo, movido sim, pelos preceitos do referido grupo terrorista na Internet, como se encontra disponibilizado nas redes sociais aos seus seguidores.
 
Sayfullo Saipov, autor do ataque, não mencionou sua ligação direta ao EI, tal como um “soldado califado”, em seus primeiros depoimentos. Ele apenas afirmou que agiu inspirado nos vídeos do grupo extremista, ou seja, as orientações e o discurso de vingança e ódio aos ocidentais, pregados pelo EI, influenciaram na tomada de decisão dele.


Sayfullo Habibullaevic Saipov
Imagem capturada na Internet
Fonte: El País

 
Nesse sentido, o perigo maior está no poder de persuasão e de dominação que tais mensagens exercem sobre as pessoas em escala mundial. O problema é bem mais amplo, pois a Internet disponibiliza o acesso a qualquer um e, esse “cada um” pode desenvolver pensamentos adversos, sejam favoráveis (em acordo com as ideias propagadas) sejam contrários (em oposição aos sentimentos de violência extrema). O segundo maior problema é colocar o plano das ideias em prática, tal como fez, o imigrante uzbeque.
 
Embora, a mesquita em que o Saipov frequentava, localizada em Nova Jersey e próxima a sua residência, estivesse sob vigilância pelo Departamento de Polícia de Nova York, desde 2005, inclusive, como possível locação para "ascensão de conspirações terroristas", um relatório de 2006 não atribui nenhuma ligação da referida mesquita à possíveis atividades de cunho terrorista.
 
Ao mesmo tempo, mediante ao atentado, o caos de total insegurança criado, o posicionamento e discurso do presidente dos EUA, Donald Trump e ao fato de Nova York ser uma cidade cosmopolita, várias pessoas – sobretudo – de origem muçulmana se mostraram revoltadas pelo fato da associação da religião islâmica aos atos criminosos terroristas praticados pelos grupos extremistas.
 
Esse embate é antigo e confundem as pessoas ao ponto de muitos muçulmanos sofrerem represálias por causa dos atentados terroristas. Aqui mesmo, no Rio de Janeiro, já houve registro de violência a pessoas que seguem o islamismo (na Tijuca há uma mesquita).
 
O problema é que os grupos extremistas, radicais, justificam suas atrocidades em nome da religião islâmica. O que é condenável pela maioria que segue os verdadeiros ensinamentos do Alcorão, livro sagrado do Islamismo.
 
Só para se ter uma ideia da preocupação destes, cerca de 800 mil muçulmanos vivem em Nova York e, na região costeira do Brooklyn – em Brighton Beach – a maioria dos imigrantes é do Uzbequistão, país de origem do autor do último atentado na cidade.
 
Fontes de Consulta

. Jornal O Globo (impresso - 02/11/2017 - página 22 a 24)

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